Estivemos hoje no leilão da Byblos. Esta infamosa megalivraria já não é do tempo da Booksmile, pois fechou ainda antes de lançarmos o nosso primeiro título.
Emitimos imagens em directo para o Facebook, que ficaram gravadas para a posteridade, do que agora parece ser uma livraria-fantasma onde apenas os nossos passos se ouvem:
Balanço final do leilão:
60 lotes de livros, dos quais foram vendidos apenas 4 lotes, pelo total de 6300 €
1 lote de outros produtos (jogos, videojogos, papelaria), vendido por 10500 € (o dobro do preço-base)
2 lotes com todo o mobiliário e equipamentos da loja, vendidos pelo total de 40.000 €
1 lote com o mobiliário e equipamento de escritório, vendido por 6500 €
1 lote com o mobiliário e equipamento da cafetaria, vendido por 3500 €
1 lote com a estante-robô, não vendido
Ou seja: ficaram por vender os livros quase todos, e a estante-robô. Receita total: 66.800 €, muito pouca para ressarcir os editores credores. Quem comprou o mobiliário e equipamentos é que fez um negócio da China, poupando 90% a 95% em material com menos de um ano de uso.
A leilão esteve hoje o recheio da Byblos, a tal que era uma espécie de livraria, não a própria, mas sim o paraíso!
A estante robotizada de 250 mil euros esteve à venda por 20 mil… Escreveu o jornal i: “Em 2007, o prédio espelhado numa esquina das Amoreiras viu nascer a promessa de um novo mundo para a leitura, onde os livros tinham sinalizadores electrónicos e havia painéis digitais de informação para os clientes e até um robô assistente. Contudo, os ecrãs tácteis para pesquisas raramente funcionavam e o espaço que prometia fundos de catálogo falhava vezes de mais nos pedidos dos clientes.”
Hoje, num leilão sem sucesso, esteve quase, quase a ser uma libertação para os livros. Não quis a vontade de quem compra que assim fosse!
Está a decorrer uma campanha na Fnac, até 21 de Fevereiro, de livros recomendados pela Casa da Leitura, da Gulbenkian.
Estes não são os livros com a “bonecada” mais imediata e comercial. São, pelo contrário, a prova de que os livros infantis também podem ter qualidade literária e artística sem perderem a sua função didáctica e formadora. São a prova de que podem ser queridos pelas crianças sem terem “bonecada”, e a Casa da Leitura presta um serviço público descobrindo esses livros e destacando-os.
Na sequência deste artigo , sobre onde encontrar os nossos livros em inglês, venho agora dizer-lhe onde encontrar os nossos livros em espanhol. Na verdade, só encontrámos um título:
A mais bela livraria do mundo fica em Portugal e não, não é a Lello do Porto. Descobri-a há dois dias, quando fui visitar o mercado do Porto-Gaia e num só dia entrei em 20 livrarias.
O trabalho de arquitectura é dos irmãos Aires Mateus. A preto e branco, ainda é estritamente minimalista mas cada vez menos rectangulado, como se pode ver pelos tectos em abóbada e em triângulo. É a evolução de um estilo inteiramente coerente e totalmente original, que começou na loja original da Almedina neste centro comercial (composta exclusivamente por linhas rectas, e destruída para dar lugar a esta) e ainda se vê na loja do Atrium Saldanha, em Lisboa, com um estágio de evolução intermédio na loja do Estádio Cidade de Coimbra (são estas as que conheço).
Não é uma loja isenta de falhas. Até eu admito que o estilo é elitista, frio, intimidante e, sobretudo, não comercial. E depois a enorme entrada, em forma de trapézio irregular, preenchida exclusivamente com um bar pouco acolhedor, não dá qualquer pista para o corredor que se abre para a esquerda e termina num espantoso ponto de fuga luminoso, que assinala a entrada para a sala infanto-juvenil.
Não sei há quanto tempo abriu esta loja em substituição da anterior nem me lembro de ter lido alguma notícia sobre o facto. Até a página da Almedina ainda menciona a loja antiga, o que me provocou uma desagradável dissonância cognitiva quando não encontrei a loja no sítio onde estava há uns cinco anos, quando a visitei pela última vez, sensação logo esquecida quando vi a nova loja.
Parabéns à Almedina por manter esta linha arquitectónica. É de se lhe tirar o chapéu. Descobri a mais bela livraria do mundo, e mesmo que seja só eu a votar nela, não altero o meu sentido de voto.
Somos a primeira editora portuguesa de livros ilustrados de qualidade para o grande público.
Os nossos livros são presentes ideais - para a família, para os amigos, e também para si!
Conseguimos surpreender miúdos e graúdos, fazendo jus ao nosso lema: