Desafiamos a Editorial Presença a criar uma verdadeira “Garantia”

A Editorial Presença comemora 50 anos de vida e por isso damos-lhe os parabéns, mas lemos umas notícias da sua autoria (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, etc.), que merecem os nossos comentários, já que se diz que é a “primeira vez em Portugal” ou que é “uma iniciativa inédita” poder-se comprar livros e devolvê-los à editora se não se gostar deles.

Não é verdade porque já damos essa garantia desde Abril de 2009.

E mais ainda, a garantia da Editorial Presença não é nada comparada com a nossa.

Desafiamos a Editorial Presença a dar uma garantia no mínimo igual à nossa!

O texto da garantia da Editorial Presença é este (retirado daqui):

Livros com Garantia
Condições de Devolução

- Devolução aceite até 21 dias após a compra, para a morada: [...].
- O Cliente deverá contactar a Editorial Presença através do endereço de e-mail apoio.clientes@presenca.pt, indicando o número da encomenda associada ao título que pretende devolver, e o NIB para a devolução do valor em causa, ou em alternativa com a indicação da opção de devolução em conta-cliente.
- O produto deverá estar em boas condições, acompanhado do original da factura e com o autocolante na capa.
- Os custos de expedição ficam a cargo do Cliente.
- A devolução do dinheiro será efectuada até 5 dias após a recepção do título nas instalações da Editorial Presença, na morada acima referida.
- Estas condições de devolução são válidas apenas nos títulos abrangidos pelo programa “Livros com Garantia”, identificados com o autocolante na capa.

O texto da nossa garantia é este (retirado daqui):

Garantia incondicional de satisfação e qualidade: se não ficar satisfeito com a qualidade deste livro, poderá devolvê-lo directamente à BOOKSMILE, juntando o talão de compra, e será reembolsado sem mais perguntas. Esta garantia é adicional aos seus direitos de consumidor e em nada os limita.

Vejamos um quadro comparativo das duas garantias:

O que diz a Editorial Presença O que diz a BOOKSMILE Comentário
Para compras apenas em www.presenca.pt Não interessa o sítio onde foi comprado. Nas vendas a distância, a que se aplica a garantia da Editorial Presença, o consumidor tem um conjunto de garantias específicas, além da garantia legal de conformidade dos bens. A BOOKSMILE não faz vendas a distância para não fazer concorrência com os seus parceiros livreiros que também vendem online.
Condições de Devolução Garantia Incondicional A Editorial Presença enumera uma série de condições, a BOOKSMILE não as tem.
Devolução aceite até 21 dias após a compra Sobre prazo, a garantia da BOOKSMILE não diz nada. É uma garantia sem limite temporal. Nas vendas a distância, o consumidor tem SEMPRE um prazo de resolução do contrato – são 14 dias para avisar que vai devolver o produto. A Editorial Presença está a dar apenas uma semana mais de prazo.
O produto deverá estar em boas condições Sobre “condições”, a garantia da BOOKSMILE não diz nada. É uma garantia sem imposição de condições. A garantia legal impõe a conformidade do bem vendido durante pelo menos dois anos após a compra. Conformidade, neste caso, é por exemplo o livro não se desfazer ou não estar mal impresso. A garantia da BOOKSMILE pode ser accionada em qualquer altura, independentemente das condições.
Estas condições de devolução são válidas apenas nos títulos abrangidos pelo programa “Livros com Garantia”, identificados com o autocolante na capa. A garantia da BOOKSMILE está impressa em TODOS os livros editados pela BOOKSMILE. Nas vendas a distância, o consumidor tem SEMPRE 14 dias para devolver o produto, com ou sem “autocolante na capa”.
Os custos de expedição ficam a cargo do Cliente Nada diz. Nas vendas a distância, os custos de expedição dentro do prazo de resolução de 14 dias ficam a cargo do vendedor, isto é, da Editorial Presença.
Devolução do dinheiro em 5 dias após a devolução do produto Nada diz. A devolução do dinheiro deve ser feita até 30 dias.

Editorial Presença, parabéns pela iniciativa, mas não é “inédita”, não é a “primeira vez” e, sobretudo, perante a nossa própria garantia, é pouco. A fasquia subiu!

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Ebooks, plataformas de distribuição e o mercado português

A propósito do artigo anterior que mostrava o primeiro “ebook obrigatório” para iPad, lembrei-me de umas respostas que dei há uns tempos (antes da saída do iPad) a Lúcia Crespo, do Jornal de Negócios, sobre ebooks, iPad e o nosso futuro:

De que forma é que a Booksmile se está a preparar para esta revolução? Recordo-me de Manuel Freitas referir: “Quero publicar obras em papel electrónico, a cores e com maior interactividade”.
Está no nosso DNA inovar e provocar inovação e é isso que significa o nosso lema “livros que saltam à vista”. Mas ainda não é possível fazer ebooks que saltem à vista. Cores e interactividade? Vamos ver se o iPad cumpre, se bem que como leitor de ebooks ainda custa um olho da cara.

Mas a vossa maior aposta é no papel, correcto?
Sim, mas a curva de importância do papel irá declinando até 2020, ano em que publicaremos o último livro em papel. Não que desapareça completamente a procura de livros em papel mas o nosso objectivo é esse porque queremos ir à frente e continuar a inovar.

Consideram que em Portugal existe massa crítica para a leitura de livros digitais, através de e-book readers ou outros dispositivos digitais?
Se existe massa crítica? Claro que ainda não, mas o problema do ovo e da galinha aplicado a este caso é claro: são os editores que têm de organizar uma oferta de ebooks em português antes que os portuueses comprem leitores de ebooks. E eu disse editores, não disse editores portugueses… A ameaça é real se os editores portugueses não se organizarem.

Consideram que o mercado das editoras em Portugal está, de uma forma geral, preparado para dar resposta à evolução tecnológica?
Estamos a falar de um pouco de evolução de mentalidade editorial e um muito de investimento de capital em plataformas de distribuição. Este investimento só é comportável se partilhado entre editoras. Portanto, as editoras que se organizem e idealmente sob o chapéu da APEL.

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Serão assim os ebooks ilustrados?

Este é considerado o primeiro livro obrigatório para o novo iPad:

Espectacular? Sim, com certeza, mas como se consegue ler o texto com aquela tremedeira toda? Se calhar tirava-se o texto e chamava-se à coisa… não sei… filme?

Só o futuro realmente dirá até que ponto evoluirá a interactividade dentro dos ebooks, mas até pode ser que um dia isto seja bem possível:

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Um (quase) novo livro sobre a História de Lisboa

Nota inicial: por esquecimento, o artigo que se segue ficou em draft, perdido no fundo duma gaveta, e manteve-se inédito até hoje. No entanto, achamos que mais vale tarde do que nunca. Os links são nossos e foram colocados agora.

Hoje, aos 8 de maio do ano da Graça de Deus Nosso Senhor de 1882, a uma semana do centenario do Marquez de Pombal, o qual a Camara Municipal de Lisboa pretende commemorar, é iniciada a publicaçam dos Elementos para a Historia do Municipio de Lisboa – a qual é uma obra monumental em tantos tomos quantos os que forem fixados em Decreto Régio, – a qual é redigida por Eduardo Freire de Oliveira, archivista da dita Camara Municipal, a qual é presidida pelo Illustrissimo Sr. José Gregorio da Rosa Araujo, do qual ainda haverá por nome uma rua na dita cidade, assim queira Deus.

E porque é resoluçam da dita Camara Municipal que a dita obra esteja disponivel para gerações vindouras, não fazendo fé nos artificios de sciencia-ficçam que nos antecipa Jules Verne, assim será feita tiragem tamanha para a dita cuja não esgotar até ao proximo centenario do dito Marquez em 1982, assim honrando e perpetuando a memoria do dito cujo, assim queira Deus.

A Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes adquiriu o papel na fabrica do Almonda, o qual pelo seu inusitado volume teve de ser transportado em 24 carruagens, as quais foram puxadas a juntas de bois durante oito dias para a oficina sita na rua dos Calafates, a qual tomará o nome do primeiro jornal diario de noticias de difusão nacional que ahi vier a ser impresso, assim queira Deus.

Nota final: parece que a tiragem foi maior que o necessário e a obra ainda não esgotou, passados mais de 110 anos sobre a sua edição. Está disponível na distribuidora dos livros da Câmara Municipal de Lisboa, a HT (agora no mesmo espaço que a nossa distribuidora Konsoante), no armazém da qual tirámos a respectiva foto comprovativa. Pelo menos à Câmara de Lisboa ninguém pode acusar de destruir livros, ainda que, como é o caso evidente, estejam algo desactualizados.

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Dia 1 de Abril descobre as novas aventuras da Princesa Poppy

Podia ser mentira, podia, mas não é! No dia 1 de Abril vão estar mesmo à venda 5 novos títulos da colecção Princesa Poppy. Os primeiros números, que esgotaram em apenas 3 meses, já se encontram também disponíveis.

A colecção Princesa Poppy, lançada em Novembro do ano passado, resultou num sucesso reconhecido ao nível da pedagogia infantil. Os novos livros já trazem um selo com as frases de elogio proferidas no lançamento por Eduardo Sá, psicólogo e pedopsiaquiatra de mérito reconhecido, que sublinha a importância que o desenvolvimento do imaginário durante a infância tem na personalidade do jovem e do adulto.

Fiquem com o booktrailer

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Uma antevisão de livros interactivos no iPad

Então é assim que poderão ser os livros no iPad… Esta é uma apresentação da Penguin/Dorling Kindersley de alguns títulos que está a desenvolver para este formato:

Há que reconhecer que é fascinante, não é? É por isto que o nosso chefe diz que quer deixar de fazer livros em papel em 2020.

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