Pelo português claro

Acabei de descobrir o site portuguesclaro.pt. Já sabia do movimento plain language há uns anos e sou adepto dos seus objectivos. Por isso quero partilhar este site convosco. O site explica-se assim:

O que é o Português Claro?

É uma linguagem simples e directa que o leitor entende à primeira.

• Utiliza apenas palavras familiares
• Evita termos demasiado complexos e frases rebuscadas
• Apresenta a informação da maneira mais clara possível
• Deixa de fora tudo o que é desnecessário

Um documento escrito em Português Claro permite aos leitores:

• encontrar rapidamente o que procuram,
• perceber perfeitamente o que lêem,
• e usar essa informação com toda a facilidade.

Não é fácil escrever em português claro, tal como não é fácil escrever em português rebuscado, aquele que temos de decifrar nos contratos de letra miúda. Mas podemos pelo menos esforçar-nos. É o que fazemos na BOOKSMILE, de que um exemplo é a nossa garantia incondicional de satisfação e qualidade.

Quem podia também pelo menos esforçar-se era o Governo na próxima revisão da Lei do Preço Fixo do Livro. Esta lei está certamente no topo dos Lusíadas legais e origina tantas dúvidas de interpretação que é a própria lei que acaba sendo ignorada.

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Reflexões sobre o depósito legal

Em Portugal, tal como na maior parte dos países, existe a obrigatoriedade do depósito legal dos livros que se editam.

Por cada livro que edite, o editor é obrigado a entregar onze exemplares ao Estado, que os redistribui por bibliotecas nacionais, municipais e universitárias por todo o país.

Este ano vamos efectuar o nosso depósito legal pela primeira vez, o que me levou a reflectir sobre o seu conceito e prática, para chegar a esta conclusão:

O depósito legal é na prática uma taxa paga em géneros,
porque os livros entregues ao Estado são oferecidos.

Esta é a taxa que vamos pagar este ano, onze exemplares de cada um dos 28 títulos que editámos:

091221 (1)

Não é pouco, não é mesmo nada pouco. São 18 caixotes que uma transportadora irá levantar daqui a pouco para entregar no Serviço do Depósito Legal, que funciona na Biblioteca Nacional de Lisboa.

Compreendo que o depósito legal exista para preservar a nossa história cultural, e que é muito mais fácil a cada editor enviar para o Estado o que edita do que o Estado andar a ver nas livrarias o que se vai editando, arriscando dessa maneira ficar com a “colecção” incompleta.

Até sou capaz de compreender que o Estado exija os livros a título gracioso, já que o custo para o editor de imprimir um exemplar (ou 11) na gráfica é bastante inferior ao preço que o Estado pagaria adquirindo os livros nas lojas.

Mas, no fim do dia, olhe-se como se olhar, se é o editor que suporta o custo do depósito legal, então trata-se inegavelmente de uma taxa, um imposto específico cobrado pelo privilégio de se editar livros, e isso não está certo.

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Arte revolucionária – anos 70/80

Num recente leilão de partilhas, desses onde se encontram preciosidades ao lado de tralhas apenas com valor sentimental para o falecido, arrematei um lote cuja descrição no catálogo era meramente “Cerca de 450 vinhetas de propaganda política dos anos 70/80″.

Pois o que me foi entregue, em duas caixinhas de plástico transparente amarelado pelo tempo, foi um tesouro não de propaganda, mas de arte pós-Revolução de Abril de 74, na forma de autocolantes maioritariamente produzidos de forma artesanal por pequenos núcleos partidários e sindicais, todos sem excepção de esquerda e extrema-esquerda.

A ideologia de quem produziu estes autocolantes apenas interessa para compreender a estética comum a esta colecção, que é, na minha opinião, fascinante.

Passados os anos suficientes para um distanciamento crítico dos tempos revolucionários, proponho que olhemos para estes pequenos objectos como arte e não como propaganda. Apresento aqui uma pequeníssima amostra da colecção, com os autocolantes em tamanho real:

adfa-direitoaotrabalho
ass-port-urss-expojuventudesovietica
covadapiedade-futuroteusfilhos
escoladopovo
reformaagraria-che
reformaagrariavencera
suv
vascovoltara

Será que há quem queira ver mais exemplares desta coleccção? Se está interessado, deixe um comentário no blogue ou no Facebook e eu prometo mostrar mais.

[Representados nas imagens: ADFA - Associação dos Deficientes das Forças Armadas, Associação Portugal-URSS, Comissão de Moradores/Zona Centro/Cova da Piedade, ? Arroios, ? (Reforma Agrária/Che Guevara), ? (Reforma Agrária/Camponesas), SUV - Soldados Unidos Vencerão, ? (Vasco Gonçalves Voltará)]

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A solução para cães sem maneiras

050327 (5a)

Esta fotografia foi tirada em 27 de Março de 2005, há mais de quatro anos. À esquerda: Pedro, um AIBO (de peúgas calçadas), que hoje faz parte da equipa BOOKSMILE; à direita: Noddy, um Yorkshire Terrier.

Já na altura o Noddy, com apenas um ano, era muito mal comportado. Desta primeira vez que conheceu o Pedro, não parou de lhe ladrar e, se não fosse a trela, ter-lhe-ia mesmo afincado uma dentada. Só houve mais um encontro entre os dois, documentado aqui.

Passados quatro anos, o Noddy não aprendeu nada. Por isso, meus queridos pais, tenham paciência – esta vai ser a vossa prenda de Natal…

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1-0 é suficiente? Tem de ser

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Com um ataque de luxo (mesmo sem o CR7) e quem marcou foi um defesa… Não interessa, Portugal vai passar. 4.a-Feira cá estaremos para o confirmar.

(Enviado do telemóvel à saída do jogo. Isto pode ser viciante.)

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