15/Janeiro/2010 por Pinto Jacinto
É certo que um dia todos os filmes serão em 3D, incluindo os antigos que foram filmados em 2D. A tecnologia existe e está cada vez mais massificada porque são os espectadores que a querem, pelo que não há nesta afirmação qualquer adivinhação.
A única dúvida é quando deixará de ser preciso usar óculos para ver o efeito 3D. No entanto, nesse dia, os cartazes dos filmes também passarão a ser em 3D, e estou a falar de cartazes animados, não destes lenticulares mas estáticos que se vendem nas lojas de brindes :

Olhe para as duas imagens em simultâneo e deixe aparecer uma terceira no meio em 3d.
Já agora, poderão as capas dos livros também vir a ser em 3D ou, quando essa tecnologia existir, já não haverá livros impressos?
21/Dezembro/2009 por Manuel de Freitas
Em Portugal, tal como na maior parte dos países, existe a obrigatoriedade do depósito legal dos livros que se editam.
Por cada livro que edite, o editor é obrigado a entregar onze exemplares ao Estado, que os redistribui por bibliotecas nacionais, municipais e universitárias por todo o país.
Este ano vamos efectuar o nosso depósito legal pela primeira vez, o que me levou a reflectir sobre o seu conceito e prática, para chegar a esta conclusão:
O depósito legal é na prática uma taxa paga em géneros,
porque os livros entregues ao Estado são oferecidos.
Esta é a taxa que vamos pagar este ano, onze exemplares de cada um dos 28 títulos que editámos:

Não é pouco, não é mesmo nada pouco. São 18 caixotes que uma transportadora irá levantar daqui a pouco para entregar no Serviço do Depósito Legal, que funciona na Biblioteca Nacional de Lisboa.
Compreendo que o depósito legal exista para preservar a nossa história cultural, e que é muito mais fácil a cada editor enviar para o Estado o que edita do que o Estado andar a ver nas livrarias o que se vai editando, arriscando dessa maneira ficar com a “colecção” incompleta.
Até sou capaz de compreender que o Estado exija os livros a título gracioso, já que o custo para o editor de imprimir um exemplar (ou 11) na gráfica é bastante inferior ao preço que o Estado pagaria adquirindo os livros nas lojas.
Mas, no fim do dia, olhe-se como se olhar, se é o editor que suporta o custo do depósito legal, então trata-se inegavelmente de uma taxa, um imposto específico cobrado pelo privilégio de se editar livros, e isso não está certo.
06/Dezembro/2009 por Manuel de Freitas
Num recente leilão de partilhas, desses onde se encontram preciosidades ao lado de tralhas apenas com valor sentimental para o falecido, arrematei um lote cuja descrição no catálogo era meramente “Cerca de 450 vinhetas de propaganda política dos anos 70/80″.
Pois o que me foi entregue, em duas caixinhas de plástico transparente amarelado pelo tempo, foi um tesouro não de propaganda, mas de arte pós-Revolução de Abril de 74, na forma de autocolantes maioritariamente produzidos de forma artesanal por pequenos núcleos partidários e sindicais, todos sem excepção de esquerda e extrema-esquerda.
A ideologia de quem produziu estes autocolantes apenas interessa para compreender a estética comum a esta colecção, que é, na minha opinião, fascinante.
Passados os anos suficientes para um distanciamento crítico dos tempos revolucionários, proponho que olhemos para estes pequenos objectos como arte e não como propaganda. Apresento aqui uma pequeníssima amostra da colecção, com os autocolantes em tamanho real:








Será que há quem queira ver mais exemplares desta coleccção? Se está interessado, deixe um comentário no blogue ou no Facebook e eu prometo mostrar mais.
[Representados nas imagens: ADFA - Associação dos Deficientes das Forças Armadas, Associação Portugal-URSS, Comissão de Moradores/Zona Centro/Cova da Piedade, ? Arroios, ? (Reforma Agrária/Che Guevara), ? (Reforma Agrária/Camponesas), SUV - Soldados Unidos Vencerão, ? (Vasco Gonçalves Voltará)]
04/Dezembro/2009 por Pinto Jacinto
Mais logo é o sorteio dos grupos do Mundial FIFA 2010 , na África do Sul. Com quem vamos jogar? Estamos quase a saber.
Infelizmente Portugal não é cabeça-de-série porque a FIFA resolveu usar o ranking de Outubro para decidir quais as oito equipas teoricamente mais fortes e, consequentemente, favoritas, que não podem defrontar-se entre si logo no início da prova. Em Outubro, estávamos em 10.º lugar no ranking.
Se a FIFA usasse o ranking de Novembro, a história seria outra e Portugal passava a cabeça-de-série:

Não é justo? Pois não é. A consolação é que em Novembro subimos ao 5.º lugar no ranking mundial, um lugar fantástico considerando que apenas há três meses a nossa Selecção andava a pastar no 17.º lugar!
E agora, concentremo-nos para logo – os resultados do sorteio serão divulgados em directo aqui:

22/Novembro/2009 por Pinto Jacinto
Está a decorrer na FIL a Arte Lisboa – feira de arte contemporânea.
Considerando o tipo de obras expostas e o tipo de pessoas que visitam a feira, torna-se-me cada vez mais difícil distinguir o que é quem e quem é o quê…

Mas isto é só a minha opinião, claro, talvez exacerbada por ver todos os anos mais do mesmo nesta feira.
18/Novembro/2009 por Ana Afonso
Foi difícil, muito mais difícil do que devia ter sido, mas os moços conseguiram a qualificação. E isso quer dizer que, em Junho, estarão na África do Sul para nos fazer sofrer mais um poucochinho.
Mas, mais do que isso, esta qualificação tão desejada ainda me vai dar muito trabalho. Porquê? Aguardem uns dias… logo voltaremos para vos explicar porquê.
Força, Selecção. E obrigada!