31/Agosto/2010 por Manuel de Freitas
Acabei de descobrir o site portuguesclaro.pt. Já sabia do movimento “plain language“ há uns anos e sou adepto dos seus objectivos. Por isso quero partilhar este site convosco. O site explica-se assim:
O que é o Português Claro?
É uma linguagem simples e directa que o leitor entende à primeira.
• Utiliza apenas palavras familiares
• Evita termos demasiado complexos e frases rebuscadas
• Apresenta a informação da maneira mais clara possível
• Deixa de fora tudo o que é desnecessário
Um documento escrito em Português Claro permite aos leitores:
• encontrar rapidamente o que procuram,
• perceber perfeitamente o que lêem,
• e usar essa informação com toda a facilidade.
Não é fácil escrever em português claro, tal como não é fácil escrever em português rebuscado, aquele que temos de decifrar nos contratos de letra miúda. Mas podemos pelo menos esforçar-nos. É o que fazemos na BOOKSMILE, de que um exemplo é a nossa garantia incondicional de satisfação e qualidade.
Quem podia também pelo menos esforçar-se era o Governo na próxima revisão da Lei do Preço Fixo do Livro. Esta lei está certamente no topo dos Lusíadas legais e origina tantas dúvidas de interpretação que é a própria lei que acaba sendo ignorada.
16/Agosto/2010 por Manuel de Freitas
Gostaria de tirar publicamente o chapéu à DGIDC – uma direcção-geral do Ministério da Educação, por nos ter pago uma factura apenas 13 dias depois de lha termos enviado.
Se me dou ao trabalho de anotar o facto é porque, por preconceito, estava à espera do pior, por estar constantemente a ouvir notícias sobre o Estado mau pagador (ainda esta manhã: o Estado está a demorar 354 dias a pagar às farmacêuticas).
Agora que afinal também existe um Estado excelente pagador, alguma farmacêutica quer investir no negócio da edição de livros?
25/Fevereiro/2010 por José de Noronha Brandão
Li hoje no i este artigo. Até que ponto não é grave a situação em si, a aceitação da situação e a mudança de perspectiva? Fica o desafio para reflexão…
Não é plágio, é corta e cola…
“Normalmente um autor leva décadas a merecer a lisonja dos críticos literários, a chegar à lista dos livros mais vendidos e a tornar-se finalista num concurso para atribuição de um prémio literário importante. Helene Hegemann, de apenas 17 anos, conseguiu tudo isso com o primeiro livro, no espaço de poucas semanas e apesar das críticas ferozes que a acusam de plágio.
No mês passado, a publicação do romance em que uma rapariga de 16 anos explora o mundo da droga e dos clubes nocturnos de Berlim, depois da morte da mãe, e que tem por título “Axolotl Roadkill” foi louvada em grandes parangonas pelos jornais e revistas alemães como uma estreia fantástica, sobretudo tratando- -se de uma autora tão jovem. O livro disparou para a 5.a posição na lista dos livros (de capa dura) mais vendidos da revista “Der Spiegel”.
Para a manifestamente dotada Hegemann, já autora de uma peça de teatro (escrita e representada) e um filme (escrito, realizado e exibido nos cinemas), tratou-se de uma ascensão precoce à categoria do estrelato artístico. Isto é, até ao dia em que um bloguista revelou que o romance contém material retirado de outro romance menos conhecido, “Strobo”, de um autor cujo pseudónimo é Airen. Num dos casos, trata-se da reprodução quase integral de uma página inteira.
À medida que outras fontes não identificadas começaram a ser reveladas, os elogios transformaram-se rapidamente numa torrente de indignação que faz lembrar o escândalo, em 2006, a propósito de uma aluna do 2.o ano da Universidade de Harvard, Kaavya Viswanathan, que se descobriu ter plagiado várias passagens no seu muito aclamado romance de estreante. Mas o caso de Hegemann inflectiu de maneira muito diferente.
Na quinta-feira foi anunciado que o livro de Hegemann ia ser um dos finalistas para o prémio de 15 mil euros da Feira do Livro de Leipzig, na categoria de ficção. E um dos membros do júri disse na quinta-feira que estavam cientes das acusações de plágio antes de terem feito a selecção final.
Hegemann viu-se no meio de uma luta, senão mesmo de um combate mortal, entre o mundo literário tradicional, todo ele decoro e sensatez, de um país que venera escritores, de Goethe e Mann a Grass, e a cultura da juventude de Berlim, de DJ e artistas que sacam amostras daqui e dali sem pensar duas vezes e que, com isso, insuflam criatividade em formatos antigos. Como diz Edmond, uma das personagens, no livro, “Berlim existe para misturar tudo com tudo”.
A declaração é potente, mas a frase foi escrita originalmente por Airen, no blogue dele. Contudo, o argumento adensa–se e mostra que este caso tem contornos que ultrapassam o simples plágio. Quando outra personagem pergunta a Edmond se foi ele próprio que inventou aquela frase, ele responde: “Eu saco coisas de todos os lugares que me inspiram.”
“Claro que, a meu ver, nada disto é completamente limpo, mas não me faz alterar a avaliação que faço do texto”, disse Volker Weidermann, membro do júri e crítico literário da edição dominical do jornal “Frankfurter Allgemeine”, um forte apoiante da autora. “Para mim, faz parte do conceito do livro.”
Embora Hegemann tenha pedido desculpa por não ter sido mais frontal no que diz respeito às fontes que usou, também se defendeu na qualidade de representante de uma nova geração que mistura e congrega livremente material do rio de informação que atravessa suportes e meios novos e velhos, para criar algo de inovador. “De qualquer maneira, a originalidade é uma coisa que não existe, só a autenticidade”, diz Hegemann numa declaração divulgada pela sua editora depois de o escândalo ter rebentado.
No princípio, o agente dela, Petra Eggers, dizia que os críticos não eram capazes de fazer a distinção entre o protagonista de 16 anos do romance e a autora. “Agora é ao contrário, não sobrou nada”, diz Eggers. “Dizem até que nenhuma das palavras é dela.”
Deef Pirmasens, o bloguista que descobriu as passagens retiradas de “Strobo”, diz que dá de barato que umas quantas palavras ou expressões acabem por surgir numa obra à guisa de inspiração, mas que reparou rapidamente que há demasiadas para que seja uma coincidência. “Não acho isso legítimo pegar numa página inteira de um autor, como Helene Hegemann reconheceu ter feito, com apenas leves alterações e sem o consentimento do autor”, diz Pirmasens.
23/Fevereiro/2010 por José de Noronha Brandão
O Buzz tem as suas vanjagens: no que toca aos jornais que já se ligaram, e que sigo – só mesmo o i, é certo, mas tenho esperança que venham a ser todos!, quando actualizam ou colocam uma nova notícia, aparece-nos imediatamente na caixa do gmail!
Neste caso, achei absolutamente delicioso ler que um banco chinês, em busca de metas lucrativas no mais curto espaço de tempo, deseja seguir o exemplo da McDonalds!

Conseguem imaginar-se no restelo, na A5, na 2ª Circular, a parar e a tratar de tudo o que às nossas contas bancárias diz respeito?
Em Portugal, temo apenas que se aos MB, até retroescavadoras servem, para estes Drive-In, não quero sequer imaginar… o que farão!