O twitter/booksmile
23/Novembro/2009 por José de Noronha Brandão

Gostava que o twitter, em Portugal, tivesse o mesmo impacte que tem na América. Porque efectivamente reduzir ideias ao menor número de caracteres, sem apelo, nem agravo, é uma arte. Isto, apesar de se saber há muito que uma ideia simples é sempre uma ideia fantástica, teimamos por estas bandas em complicar o pensamento, mesmo nunca tendo sido um país de filósofos.
Embrulhamos uma simples ideia numa tão complexa teia de palavras que deixámos de usar um vocábulo para exprimir o que queremos dizer, para que ele passe a dar chão ao que cada um deseja ler!
Vale a pena ler-se este estudo agora publicado:
“As empresas que melhor comunicam no Twitter ouvem e participam em conversas. Elas fornecem informação actualizada e valiosa. Têm um grande número de seguidores e conversam com as pessoas sobre os assuntos que realmente são importantes para elas”.
De acordo com o relatório, metade das 100 melhores empresas segundo a Fortune têm pouco menos de 500 “followers” no Twitter, enquanto mais de metade afirma não utilizar a ferramenta Twitterlyzer, que fornece, entre outros, dados estatísticos sobre a relação entre o utilizador e os seguidores. Além disso, 76 por centos das empresas analisadas pela Weber Shandwick tinham postado menos de 500 tweets.
Dados que levam a consultora a concluir que à maior parte das empresas no Top 100 da Fortune “falta interacção [no Twitter] com os seus seguidores” ou que estas empresas “têm contas recém-criadas na plataforma e ainda não tiveram tempo para estabelecer melhores relações com esses seguidores”.
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